Preparei essa vídeo-aula gratuita especialmente pra você que quer aprender a técnica de Fiber Emballage, que está tão em alta e é super versátil.
Vem comigo que eu te ensino todo o passo a passo de um jeito descomplicado.
Esse chaveiro lindo e sofisticado pode ser feito com as sobras de fios que você tiver em casa. Além de ser bem fácil e rápido de fazer.
Partiu fazer chaveirinhos para presentear as amigas, vender, mimar as clientes? E botar a criatividade pra funcionar e usar essa técnica para fazer peças lindas de decoração, pingentes exclusivos para suas bolsas, ou o que vier à cabeça?
E não esqueça de me marcar ou mandar as fotos dos seus chaveirinhos pra eu morrer de orgulho!
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As cores influenciam diretamente nossa percepção de objetos, ambientes e até emoções. Se você já se perguntou por que algumas combinações parecem agradáveis aos olhos, enquanto outras causam desconforto, a resposta está na Teoria das Cores.
Mesmo sem formação em design, qualquer pessoa pode aprender a criar combinações harmoniosas com princípios básicos da teoria das cores. Neste post, você entenderá como as cores se relacionam entre si e como aplicar esse conhecimento na prática, seja na decoração da sua casa, no artesanato ou até mesmo na escolha de roupas.
1. O Círculo Cromático: A Base de Tudo
O círculo cromático é uma representação visual das cores e de suas relações entre si. Ele serve como uma ferramenta essencial para quem deseja entender como misturar e combinar cores de maneira harmônica.
Ele é composto por três categorias principais:
Cores primárias → Vermelho, azul e amarelo. São cores puras, ou seja, não podem ser obtidas pela mistura de outras cores.
Cores secundárias → Verde, laranja e roxo. São formadas pela mistura de duas cores primárias.
Cores terciárias → São resultado da mistura entre uma cor primária e uma secundária, criando tons intermediários, como azul-esverdeado e vermelho-alaranjado.
🔹 Dica prática: Se você quer aprender a criar combinações equilibradas, o primeiro passo é familiarizar-se com o círculo cromático. Você pode encontrá-lo em lojas de material artístico ou usar versões digitais em ferramentas online.
2. Tipos de Combinações de Cores
Compreender a relação entre as cores ajuda a criar composições equilibradas e impactantes. Aqui estão os principais tipos de combinações e como aplicá-las:
🔹 Combinação Monocromática
Usa diferentes tonalidades da mesma cor, variando a saturação e o brilho. Esse esquema é ideal para quem busca um visual sofisticado e elegante.
✔ Exemplo: Um ambiente decorado em vários tons de azul, variando do azul-claro ao azul-marinho.
🔹 Combinação Análoga
Utiliza cores vizinhas no círculo cromático, criando uma composição fluida e natural. Esse esquema é frequentemente encontrado na natureza e transmite sensação de harmonia.
✔ Exemplo: A combinação de amarelo, laranja e vermelho em um cachepô de crochê.
🔹 Combinação Complementar
Usa cores opostas no círculo cromático, criando contraste intenso e vibrante. Esse esquema é ideal para destacar elementos específicos.
✔ Exemplo: Azul e laranja são cores complementares e, quando usadas juntas, criam um visual dinâmico e chamativo.
E aqui alguns outros tipos de combinação que podem ser utilizadas:
🔹Combinação com Meio-Complementares
Parecida com a complementar, mas em vez de usar a cor oposta diretamente, utiliza as duas cores adjacentes a ela. Garante um contraste interessante, mas com menos tensão que o esquema complementar puro.
✔ Exemplo: Azul como cor base e laranja-avermelhado + laranja-amarelado como complementares.
🔹 Combinação em Triângulo
Usa três cores equidistantes no círculo cromático, formando um triângulo. Esse esquema proporciona uma combinação vibrante e equilibrada, muito usada em design e artes visuais.
✔ Exemplo: Vermelho, azul e amarelo.
🔹Combinação em Retângulo
Quatro cores organizadas em pares complementares, formando um retângulo no círculo cromático. Mantém contraste e variedade, mas exige equilíbrio no uso para evitar excesso de saturação.
✔Exemplo: Azul e laranja + verde e vermelho.
🔹Combinação em Quadrado
Parecido com o retângulo, mas as quatro cores são distribuídas igualmente no círculo cromático. Proporciona bastante variação e dinamismo, sendo ideal para quem busca diversidade de tons com equilíbrio.
✔Exemplo: Amarelo, azul, vermelho e verde.
3. Psicologia das Cores: Como as Cores Influenciam as Emoções
As cores não apenas criam harmonia visual, mas também influenciam nosso estado de espírito e percepção de um ambiente. Veja alguns exemplos:
Vermelho → Estimula energia, paixão e até mesmo apetite (por isso é muito usado em restaurantes).
Azul → Transmite calma, segurança e concentração, sendo comum em ambientes corporativos.
Amarelo → Estimula criatividade e otimismo, sendo uma cor energética e vibrante.
Verde → Associado à natureza, equilíbrio e relaxamento.
Preto → Transmite sofisticação, mistério e poder.
Branco → Representa pureza, limpeza e simplicidade.
4. Como Escolher a Melhor Paleta de Cores para seu Projeto
Agora que você já entende a relação entre as cores, veja como aplicá-las na prática:
✅ Defina o objetivo → O que você deseja transmitir com suas cores? Um ambiente acolhedor, energético ou sofisticado? ✅ Use o círculo cromático → Escolha uma combinação que atenda à proposta do seu projeto. ✅ Aplique a regra do 60-30-10
60% de uma cor predominante
30% de uma cor secundária
10% de uma cor de destaque
✔ Exemplo prático: Em um ambiente, 60% será na cor-base, ou variações dela (como o caso de tons terrosos ou amarelos/amadeirados), 30% podem ser uma cor neutra (como branco ou off-white) e 10% podem ser uma cor vibrante, que se destaque à cor-base (como verde ou azul mais escuro ou puro).
Conclusão
A Teoria das Cores é uma ferramenta poderosa para criar composições harmoniosas e expressivas. Aplicar esses conceitos na decoração, moda ou design permite transformar qualquer ambiente ou projeto visual com mais segurança e criatividade.
No entanto, mais importante do que seguir regras rígidas é confiar no seu próprio olhar e gosto pessoal. As cores têm um impacto emocional e subjetivo, e muitas vezes nossas combinações espontâneas funcionam perfeitamente. O mais importante é criar um ambiente ou projeto que te traga conforto e felicidade!
Agora que você já conhece os fundamentos, experimente explorar diferentes combinações e veja como cada cor influencia o resultado final!
💬 E você, já tem uma paleta de cores preferida? Comente abaixo qual combinação mais te agrada! 😊
Sugestões para Aprofundamento
Se quiser se aprofundar no assunto, confira estas fontes confiáveis:
O crochê é uma arte milenar que encanta por sua versatilidade e beleza. Além de ser um hobby relaxante, pode se tornar uma fonte de renda ou até mesmo uma terapia contra o estresse. Se você sempre quis aprender crochê, mas não sabe por onde começar, este guia vai te ajudar!
Separei 7 dicas essenciais para iniciantes, desde a escolha da agulha e do fio até os primeiros pontos e projetos simples. Vamos lá?
1. Escolha a Agulha Certa
A agulha é um dos principais instrumentos do crochê e faz toda a diferença no seu aprendizado. Elas podem ser feitas de diferentes materiais, como alumínio, bambu e plástico, e variam de tamanho conforme o fio usado.
Para iniciantes, recomenda-se começar com uma agulha entre 4mm e 5mm para fios de algodão ou acrílico. Porém, se você optar pelo fio de malha, que possui espessura maior e permite que o trabalho se desenvolva mais rapidamente, o ideal é utilizar agulhas de 7mm ou 8mm. Nesses casos, prefira agulhas de bambu, pois possuem cabo mais longo e são mais confortáveis para trabalhar com fios grossos.
2. Escolha um Fio Fácil de Trabalhar
A escolha do fio é tão importante quanto a da agulha. Para quem está começando, o ideal é utilizar fios 100% algodão, pois são mais firmes, fáceis de manusear e permitem ver os pontos com clareza.
Outra excelente opção para iniciantes é o fio de malha. Por ser mais espesso, permite que o trabalho avance mais rapidamente e facilita a visualização dos pontos. Além disso, o fio de malha é muito utilizado para criar peças modernas e sustentáveis, como cestos organizadores, bolsas e tapetes.
Evite fios peludos ou muito finos no início, pois dificultam a contagem dos pontos e podem desestimular quem ainda está aprendendo. O barbante nº 6 também é uma alternativa interessante para projetos iniciais.
3. Aprenda os Pontos Básicos
Antes de partir para projetos mais complexos, é essencial dominar os pontos básicos do crochê. Faça pequenas amostras dos pontos básicos, e pratique-os. Os principais são:
Corrente (corr): Base de quase todos os trabalhos.
Ponto Baixo (pb): Cria texturas firmes e compactas.
Ponto Alto (pa): Mais alongado, ideal para peças leves.
Ponto Baixíssimo (pbx): Usado para finalizações e acabamentos.
4. Comece com Projetos Simples
Nada de começar com blusas ou tapetes complicados! Escolha algo simples, onde você possa treinar os pontos básicos sem se frustrar. Pesquise receitas simples e gratuitas no Youtube para seguir.
Sugestões de projetos fáceis:
Marcadores de página em crochê 📖
Panos de prato decorados 🏡
Bolsinha de crochê com ponto básico 👜
Cachecol simples (somente ponto alto e corrente) 🧣
Cestos organizadores em fio de malha 🧺
Jogo americano ou porta copos de crochê
5. Tenha Paciência e Pratique Sempre
O crochê é uma habilidade que se desenvolve com o tempo. No começo, seus pontos podem sair tortos ou muito apertados, mas isso faz parte do aprendizado.
Dicas para melhorar:
Pratique 15 minutos por dia.
Assista a tutoriais em vídeo para ver a movimentação correta.
Se errar, desmanche sem medo e tente novamente.
A prática constante é o que vai fazer você evoluir!
6. Use Marcadores de Pontos
Se você está fazendo um trabalho circular ou uma peça grande, é essencial marcar o início e o fim das carreiras para evitar erros.
Os marcadores de pontos são pequenos acessórios que ajudam a identificar onde cada carreira começa e termina. Se não tiver um marcador próprio, você pode usar clipes de papel, alfinetes de segurança ou até mesmo pedacinhos de fios de cores diferentes do trabalho.
7. Faça Parte de Comunidades de Crochê
Uma das melhores formas de aprender e se manter motivada é participar de grupos de crochê. Existem várias comunidades no Facebook, Instagram e Pinterest onde você pode trocar dicas, tirar dúvidas e se inspirar.
Além disso, ao se conectar com outras crocheteiras, você pode até descobrir maneiras de transformar o crochê em uma renda extra. Muitas artesãs vendem suas peças em lojas online ou fazem sob encomenda!
Conclusão
Aprender crochê pode parecer desafiador no começo, mas com paciência e prática, logo você estará criando suas próprias peças! Agora que você já sabe as dicas essenciais, escolha seu primeiro projeto e comece hoje mesmo.
Gostou do post? Compartilhe com alguém que também quer aprender crochê! E me conta nos comentários: qual será seu primeiro projeto? 😊
Preparei essa vídeo-aula gratuita especialmente pra você que quer aprender a fazer seus próprios cestos de crochê, mas acha que é muito difícil e demorado.
Vem comigo que eu te ensino todo o passo a passo de um jeito descomplicado.
Esse cestinho fofo não tem emendas e é bem fácil e rápido de fazer.
Partiu decorar sua casa com crochê e mini suculentas?
E não esqueça de me marcar ou mandar as fotos dos seus cestinhos pra eu morrer de orgulho!
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Olá, hoje estou trazendo um projeto pra você que vive dizendo que acha lindo trabalhos manuais, mas não tem talento, tempo e nem paciência para aprender.
Hanger para planta em fio de malha
Primeiro, vou te contar uma coisa: isso não é verdade! Você não precisa de nada disso, basta começar por projetos bem simples e rápidos, que não exijam ter que comprar muitos materiais ou ferramentas.
Então, te garanto que depois que você fizer seu primeiro hanger de 5 minutos (ou qualquer outro projeto fácil e rápido como este) não vai querer parar, e vai ser empolgar em ir aos poucos se aprofundando nas técnicas e investindo em outros materiais. E muito provavelmente descobrirá que, sim, você tem talento e paciência pra isso, só não sabia ainda.
Hanger super simples com 3 fios
O mais importante é começar e conseguir ver sua primeira arte pronta.
Então, vamos lá ao passo-a-passo:
Você vai precisar de 3 ou 4 pedaços de fio de cerca de 2,30m e 1 tesoura. Nesses das fotos eu usei fio de malha, mas você pode usar barbante grosso ou corda (sabe aquela corda de pendurar varal? Então, ela serve também). Dá pra fazer com linhas mais finas ou lã, mas pra isso o ideal seria usar mais tiras e juntá-las em 3 ou 4 grupos.
Nesse hanger usei 3 fios, porque assim ele fica “clean”, mais aberto, bom pra usar quando você quer que os detalhes do cachepô fiquem mais visíveis, por exemplo. Mas dependendo do tamanho e formato do vaso, com 3 fios ele pode ficar tão estável quanto quando usamos 4 fios ou mais, porque assim o suporte fica mais fechado.
Então, se você for pendurar sua plantinha onde bate muito vento, ou onde pessoas possam esbarrar, pode ser melhor usar mais fios, pra não correr o risco dela cair.
Os vasos menores e abaulados tendem a ficar menos estáveis do que os maiores ou de base reta.
Passo 1: dobre os fios no meio, juntos e faça um nó simples para fazer uma alça.
Passo 2: faça nós simples juntando os fios de 2 em 2, a cerca de 25cm da alça.
Passo 3: a cerca de 15 cm abaixo dos primeiros nós, faça outros juntando os fios alternadamente.
Os nós alternados devem ficar assim.
Passo 4: desça mais 15 cm e dê um nó juntando todos os fios.
Passo 5: corte o excesso da franja que ficou embaixo.
E pronto, agora é só pendurar sua plantinha. Você pode usar vasos de diversos tamanhos neste hanger. As medidas que usei servem para vasos pequenos e médios, mas você não precisa seguir à risca.
Para vasos maiores ou com plantas mais altas, você pode variar aumentando a distância da alça até a primeira fileira de nós. Para vasos menores você pode diminuir as distâncias entre as 2 últimas fileiras de nós, os que irão apoiar a base do vaso.
Ajeite os fios do suporte, deixando-os afastados, para dar mais estabilidade à sua plantinha, especialmente se o vaso for assim abaulado, como este.
Fiz também 2 variações deste mesmo modelo, uma usando só uma fileira de nós e a outra usando linha fina (usei 12 tiras, em 3 grupos de 4 fios cada).
Hanger com apenas 1 fileira de nós.
Hanger usando 12 tiras de fios finos, ao invés de 3 de fio de malha.
Dá até pra se empolgar e fazer de várias cores.
Mesmo suporte em várias cores diferentes
E além de vasos de plantas, esse suporte também fica legal com frascos de vidro e uma velinha dentro, por exemplo, fica super charmoso e dá pra aproveitar os frascos que tiver em casa.
Se você fez, me conta o que achou. Deu pra desbloquear essa crença limitante de que é preciso talento nato e dedicar muitas horas para fazer trabalhos manuais e decorar a casa com sua própria arte? Se sim, acho que podemos partir para o próximo projeto, um pouquinho mais elaborado, que tal? Podemos partir deste modelo e incrementar os acabamentos e os nós, mas sem complicar.
Esse nó tem muitos nomes: invisível, escondido, de arremate, de união, de embrulho, e por aí vai (eu gosto de chamar de nó invisível ou nó escondido).
Cordas unidas com nó invisível
O nó invisível é um dos meus preferidos, ele é super versátil e básico, perfeito para dar acabamento.
Além disso, é ele que uso na maioria dos meus trabalhos usando a técnica de Fiber Emballage. Se você ainda não conhece essa técnica, dá uma olhada nesse post aqui.
Acho íris feito com a técnica de Fiber Emballage
Para explicar pra vocês como fazer esse nó, preparei um vídeo rápido:
E aí, deu pra entender? É mais simples do que parece, né?
Agora você já consegue dar esse acabamento bem legal às suas peças, ou embarcar em projetos de fiber emballage. Vamos começar?
(Ah, lembre que você não precisa usar esse nó só no macramê, ele é muito útil pra muita coisa na vida, porque dá uma fixação boa e fica bonito. Experimenta e me conta)
Uma das minhas maiores dificuldades quando estava começando foi aprender o círculo mágico.
Quando eu era criança aprendi com a minha vó a iniciar uma base circular com uma correntinha de 6 pontos, ela me ensinou a fazer flores para decorar toalhinhas, colchas e coisas do tipo. O buraquinho do início ficava delicado e bonitinho com linha fina.
Trabalho em crochê com linha fina
Mas quando comecei a fazer cesto com fio de malha, o buraco na base do cesto me incomodava muito. Então fui pesquisar como iniciar a base circular sem buraquinho, e achei esse maravilhoso chamado Círculo Mágico.
Confesso que não achei tão fácil de fazer assistindo vídeos, mas rapidinho fiquei fera nele, e hoje não começo de outra forma.
E não é que muita gente que está iniciando me pergunta como começar? Então resolvi fazer um passo a passo. Espero que eu consiga explicar direitinho.
Comece com a ponta do fio passando pela frente da sua mão (eu sou destra, então a minha mão de apoio é a esquerda), e o fio que vai para o novelo por trás.
Dê mais uma volta com fio pela sua mão e cruze atrás.
Coloque a agulha por baixo do primeiro fio e por cima do segundo, lace o segundo fio e puxe para a frente, formando um lacinho.
Com a outra mão segure a base do lacinho e a agullha.
Tire a mão de apoio de dentro do fio e use ela para segurar a base do lacinho, liberando a mão da agulha.
Com a agulha ainda dentro do lacinho, lace o fio que vem do novelo e puxe para frente, fazendo assim um nó. Ajuste os fios para o nó ficar firme. Pronto, você tem seu primeiro ponto. Se a sua base for de pontos baixos, este será seu primeiro ponto baixo, se for em pontos altos, faça mais uma correntinha nele e terá seu primeiro ponto alto.
Agora, segurando os 2 fios do círculo com a mão de apoio, faça o restante dos pontos passando por dentro do círculo mágico. Para cestinhos em ponto baixo, por exemplo, costumo fazer 7 pontos, e em ponto alto de 10 a 12 pontos. Eu sei que é um pouco confuso de explicar assim em texto, então fiz um vídeo bem detalhado pra te ajudar a iniciar e fazer as 2 primeiras carreiras de base:
Quando terminar de fazer os pontos, puxe a ponta curta até o círculo ficar bem fechado. pode usar a força, mas se não fechar completamente (acontece às vezes com fios muito grossos), desfaça um dos pontos até que fique bem fechadinho.
E pronto! Agora é só seguir a base circular com os aumentos, em espiral ou fechando cada carreira. Não sabe como fazer os aumentos da base e finalizar as carreiras? Me conta nos comentários pra eu preparar um outro post e explicar tudo.
Neste projeto das fotos usei fio de malha residual e agulha de crochê 8 mm, no vídeo usei fio de malha premium de 25mm e agulha de crochê de 5mm.
Não sei você, mas adoro projetos simples e rápidos, e principalmente se eu puder aproveitar as sobrinhas de fios. Menos lixo, o planeta agradece.
Então separei 4 projetos bem fáceis que eu já fiz e vou explicar como fazer.
Pingente para bolsa
Colar tipo choker
Brinquedinho de pet
Tiara
1. Pingente de bolsa
O modelo de pingente pra bolsa que eu mais gosto é o tassel, e gosto de usar opções coloridas e estampadas contrastando com o básico da bolsa preta de couro. Dá pra ter vários e variar combinando com seu humor do dia.
Pingente estampado colocando um pouco de cor na bolsa básica
E também dá pra usar como chaveiro.
Para pingentes iguais a este você vai precisar de:
1 mosquetão ou argola.
11 pedaços de fio de malha com cerca de 20 a 30 cm.
1 tesoura.
Essas medidas são sugestivas, já que você vai usar as sobras que tiver, então não se preocupe se seu pingente ficar mais curto ou comprido, mais cheio ou mais fino, e o resultado final vai depender muito do tamanho do mosquetão e da espessura do fio.
Passe 10 fios por dentro do mosquetão para que fique metade pendendo em cada lado.
Pegue o fio que sobrou e enrole nos outros fios, bem abaixo do mosquetão, e dê um nó bem apertado. Você também pode usar nó invisível de macramê se quiser dar mais destaque, ou até mesmo enrolar o fio e prender com um pontinho de cola de silicone.
Corte o excesso do nó e apare os fios do tassel para ficar retinho.
E aí, partiu fazer uma coleção de pingentes?
Vários pingentes de tamanhos diferentes
2. Colar tipo choker
Esse colar você pode usar com pingente, se você tiver, ou apenas o choker mais apertado no pescoço.
Colares de crochê com pingente
Você vai precisar de:
1 pedaço de fio de malha de cerca de 2 metros.
1 agulha de crochê entre 6 a 9 mm.
1 pingente (opcional).
2 miçangas com furo largo pra colocar nas pontas (opcional).
Deixe um espaço de cerca de 25cm e então faça correntinhas até ele ter cerca de 30cm de correntinha (meça no seu pescoço para ajustar o tamanho para menos ou para mais). Finalize a correntinha e corte o fio para que fiquem com o mesmo tamanho de cada lado. Faça nós nas 2 pontas ou coloque miçangas.
Se quiser, coloque um pingente.
Colares em crochê com cores e pingentes diversos.
Amarre o choker no pescoço com um laço para trás ou para o lado, e saia por aí se exibindo. Ou presenteie suas amigas com colarzinhos coloridos.
3. Brinquedinho de pet
O fio de malha tem mil e uma utilidades. Uma que descobri é a de entreter minha cachorrinha, já que ele é resistente o suficiente para não arrebentar e nem solta fiapo, o que seria arriscado dela engolir.
Lua super entretida com seu brinquedinho novo
Para este brinquedinho super simples, mas que vai fazer sucesso por aí, você vai precisar de:
10 fios de cerca de 40 cm
Basicamente você só precisa juntar todos os fios e dar 2 nós simples no meio (um por cima do outro), e apertar bem pra não soltar. Depois de dar os nós puxe cada fio pra apertar mais um pouco. Apare as pontas se ficar muito comprido.
Muito, muito fácil! Depois me conta se fez sucesso por aí. Aqui esse brinquedo faz sucesso tanto pra jogar e buscar, porque o nó dá um peso legal e ele vai longe, quanto pra fazer cabo de guerra.
Cão feroz disputando a liderança da matilha 😄
4. Tiara
Este projeto também é bem fácil e rápido.
Tiara feita com fio de malha trançado com nó celta.
Você vai precisar de:
4 pedaços de fio de malha de 80 a 100 cm aproximadamente.
1 pedaço de cerca de 50 cm de fio de malha.
Linha e agulha para costurar.
Tesoura.
Separe os fios maiores de 2 em 2 e siga os passos das fotos abaixo para fazer um nó celta:
Vá puxando devagar até ajustar o nó celta. Depois faça tranças dos 2 lados com os fios, até a tiara ter cerca de 50 cm de comprimento (meça na cabeça, como o fio de malha em geral estica, é bom que fique um pouco justa para não cair).
Corte os excessos e costure as duas pontas.
Enrole o fio menor sobre a parte costurada para fazer o acabamento.
Tiara pronta.
E prontinho, tiara nova em poucos minutos.
Gostaram desses projetos? As medidas são todas sugestivas, os modelos também, ajuste conforme seu gosto. Eu usei fio de malha porque é o que mais tenho sobra por aqui, mas você pode usar qualquer outro fio.
Dicas:
Para o brinquedo pet, o melhor é o fio de malha mesmo, barbantes e cordas abrem em fios mais finos e o cachorro pode arrancar e engolir, correndo o risco de embolar no intestino. Ainda assim, esteja atento quando ele estiver brincando. A minha Lua não consegue tirar pedaços pequenos.
Se for usar algum fio que não estica para a tiara, coloque um pedaço de elástico ou fio de malha na base dela, para ajustar à cabeça.
Existem muitos outros modelos simples e rápidos de pingente, colares e tiaras. Se quiserem posso fazer um compilado. É só comentar aí embaixo.
De brinquedo pet deve ter também outros modelos, mas nunca vi, esse aí eu que inventei e deu super certo.
Se gostaram desse post e quiserem ver outros tipos de projetos para usar as sobrinhas, comenta aqui embaixo que eu faço outro.
Não sei você, mas eu tenho umas fases meio “a louca dos cursos”. Isso porque quando eu descubro alguma coisa nova que eu gosto, quero me aprofundar ao máximo naquilo, aprender e testar. Essa fase do aprendizado, de começar do zero e conseguir me superar e fazer algo novo, é o que me motiva.
E foi me aprofundando no macramê que descobri uma técnica linda e muito gostosa de fazer, chamada Fiber Emballage.
Detalhe de uma peça em fiber emballage
A técnica de resume a encapar fios e cordas com outros fios, usando nós de macramê.
Corda encapada com lã colorida
As possibilidades são inúmeras, você pode brincar com diversos materiais, de espessuras, cores e texturas diferentes, e fazer combinações lindas!
Cesto em fiber emballage feito com corda de algodão e lã
Está é a minha técnica queridinha do momento, além dos tingimentos.
Uma corda de algodão cru pode se transformar em uma arte super colorida, apenas sendo embalada por fios na paleta de cores que você quiser. E dá até pra aproveitar aquelas sobras do final do novelo que a gente sempre tem em casa.
Tenho visto muita coisa em fiber emballage por aí, desde peças pequenas como chaveiros, passando por cestos, vasos, alças de bolsas, decoração pra quarto de bebê, painéis de parede, até obras de arte gigantescas e incríveis.
Arco-íris decorativoChaveiros
E percebo que ela é uma grande tendência no macramê moderno.
Uma das coisas que tenho gostado de fazer ultimamente é tingir fios de algodão para usar nos meus trabalhos. Essa paixão surgiu quando minha filha Bruna disse que queria fazer blusas tie-dye combinando para nós.
E lá fui eu pesquisar como fazer tie-dye (bendita internet, como devia ser difícil para as mães em outras épocas). É por essas e outras que digo que a Bruna está sempre me ensinando coisas novas.
Olha a gente aí de camisetas combinando
E não é que eu adorei tingir as camisetas? E tingi também toalha, roupinhas de bonecas, paninhos diversos.
Até que resolvi testar tingir fios e também peças prontas de crochê.
Cestinho de crochê tingido
Me apaixonei por poder customizar as cores do meu jeito, mas principalmente por poder deixar ao acaso como ficará os formatos das manchas, a transição de cores, porque eu adoro isso de ser algo único. Inclusive é por isso que eu adoro usar fios mesclados e estampados, porque o resultado final será único, mesmo que você use a mesma receita, não conseguirá repetir outra peça igual. E artesanato é isso, né, gente, se é pra fazer tudo igualzinho em série, melhor comprar um produto industrializado.
Parte de um dos meus cestos de crochê com fio de malha estampado. Lindo né?
Mas voltando ao feijão. Usei muito corantes artificiais e tintas, testei cores e amei o processo. E então resolvi testar tingimentos naturais. Foi aí que vi que o feijão preto dá um tingimento interessante, mas nas minhas pesquisas eu li que a cor seria um azul clarinho, já na minha experiência ficou lilás, então o feijão preto que usamos ao no Brasil deve ser de outro tipo. Vou contar pra vocês o passo a passo e depois me contem que cor conseguiram.
Primeiro deixei o feijão de molho por umas 4 horas. Eu já ia fazer o feijão mesmo (aqui no Rio costumamos usar o feijão preto no dia-a-dia), mas geralmente não deixo de molho, vai direto pra pressão.
Feijão preto de molho na água por 4 horas
Depois escorri o feijão reservando a água que já estava bem roxinha numa panela, e aqueci até quase ferver.
Água do feijão esquentando na panela
Com a ajuda de uma pinça coloquei o barbante cru já umedecido na água quente e misturei bem. Depois deixei descansar por mais umas 4 horas lá dentro, mexendo de vez em quando para tingir todas as partes.
Misturando o barbante na água do feijão aquecida
Por fim, enxaguei os fios até a água sair transparente e torci para sair o excesso de água. Nesta etapa cuidado para não danificar o fio, não esfregue nem use muita força. Pendurei pra secar no varal, na sombra.
Barbante já tingido e lavado, secando no varal
O resultado foi esse, um fio num tom lilás bem delicado. Chamei de lilás-feijão. Gostou?
Fio tingido depois de secar
Ah, não fica cheiro nenhum de feijão, não se preocupe. E a vantagem é que a água do feijão não mancha a pele nem as coisas, já com a tinta precisamos ter muito mais cuidado para não respingar, usar luvas e tal.
Já estou aqui pensando o que fazer com meu fio lilás-feijão, e quais as cores posso conseguir com outros tipos de feijão.
Você já usou tingimentos naturais? Me conta nos comentários como foi. Se quiser que eu teste algum outro pra mostrar o resultado, é só pedir.
Neste projeto usei barbante de algodão cru 24 fios e 1/2 kg de feijão preto.